Seu preço pode estar errado — e você pode estar vendendo muito para lucrar menos Seu preço pode estar errado — e você pode estar vendendo muito para lucrar menos
Seu preço pode estar errado — e você pode estar vendendo muito para lucrar menos Seu preço pode estar errado — e você pode estar vendendo muito para lucrar menos

Seu preço pode estar errado — e você pode estar vendendo muito para lucrar menos

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Fernanda
abril 15, 2026

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Calculando...

CONTEÚDO

    O varejo de São Paulo entrou numa nova era fiscal. E tem uma verdade desconfortável aqui: se você não revisou custo, tributação e margem nos últimos dias, existe uma boa chance de a sua empresa estar perdendo dinheiro agora mesmo — sem perceber. 

    O fim do ICMS-ST não é “mais uma mudança de regra”. É uma mudança na matemática do seu preço. 

    • Antes: Boa parte do imposto estava “resolvida” na compra. 
    • Agora: Ele aparece na venda — e, quando aparece na venda, ele aparece comendo margem. 

    A virada de chave já começou (e veio em duas ondas) 

    Muita gente acreditou que teria tempo para se adaptar. Só que a mudança não veio “um dia”; veio em ondas, com data, portaria e efeito imediato no caixa. 

    1ª onda — Janeiro/2026 

    Portaria SRE 64/2025 retirou do regime de ST diversas categorias, como: 

    • Medicamentos; 
    • Bebidas alcoólicas; 
    • Alimentos; 
    • Lâmpadas; 
    • Autopeças. 

    2ª onda — Abril/2026 

    Portaria SRE 94/2025 revoga a ST para todo o setor de perfumaria e higiene pessoal. 

    Na prática, para mais de 160 categorias de produtos (CESTs), o imposto deixou de ser antecipado pelo fornecedor e passou a ser sua responsabilidade no momento da venda. E é aqui que a maioria erra: continuam operando com preço velho em regra nova. 

    Por que seu preço de venda pode estar te dando prejuízo? 

    No regime antigo, a lógica era confortável (e perigosa): você comprava mais caro (com ST embutida) e, na venda, não tinha o “susto” do ICMS daquela operação. Agora a lógica inverteu — e isso muda tudo. 

    1. O custo de compra DEVE cair 

    Sem retenção de ST, o fornecedor não tem mais motivo para vender com o imposto antecipado embutido. Se você continua comprando pelo preço antigo, está pagando por um imposto que não existe mais na entrada. Isso não é apenas “negociação ruim”; é margem perdida na origem. 

    2. O imposto na saída apareceu 

    Agora você precisa destacar e recolher ICMS próprio sobre cada venda. Se você mantém o mesmo preço de venda sem recalcular esse novo débito, o imposto leva sua margem embora. Você fica preso entre duas derrotas: ou sobe o preço e perde competitividade, ou mantém o preço e vende no prejuízo sem perceber. 

    O perigo invisível: a bitributação do estoque 

    Aqui está a armadilha que mais drena caixa: se você tem produtos em estoque comprados antes da virada, você já pagou ICMS-ST sobre eles. Ao vender agora, sob a regra nova, o sistema cobra ICMS na saída novamente. Isso é bitributação direta. 

    A saída existe: crédito de inventário. Você tem o direito de recuperar o imposto pago antecipadamente sobre itens que ainda estão no estoque. O problema é que fazer isso manualmente (cruzando NCM, CEST, saldo e data) leva semanas. Na prática, muitas empresas não fazem e acabam pagando duas vezes. 

    Abril: o mês fiscal mais denso dos últimos anos 

    O fim do ICMS-ST para perfumaria é só a ponta do iceberg. Abril concentra um “combo” que muda operação, nota e preço ao mesmo tempo: 

    • Aumento de 10% no PIS/COFINS para itens fora da cesta básica; 
    • Início da exibição de IBS/CBS nas notas fiscais (Reforma Tributária); 
    • Fim do cupom fiscal para vendas PJ (exigência de NF-e modelo 55). 

    Como proteger seu lucro (sem planilha e sem achismo) 

    Não tente resolver essa transição “na unha”. O erro não é se confundir; o erro é demorar. A Solutta criou ferramentas para fazer o trabalho pesado com segurança: 

    1. Simulador de Inventário: Identifica em minutos quanto de crédito de ICMS-ST você pode recuperar do estoque atual para abater em guias futuras. 
    1. Precificador Comercial: Recalcula o preço com base no novo custo sem ST, ICMS próprio na venda e impactos federais, sugerindo o preço de equilíbrio ideal. 

    Erros mais comuns que drenam seu caixa: 

    • Aceitar o preço antigo do fornecedor: Pagar por um imposto que não está mais na nota de entrada. 
    • Não reprecificar imediatamente: Descobrir tarde demais que o faturamento subiu, mas o caixa encolheu. 
    • Ignorar o crédito de estoque: Deixar dinheiro na mesa ao não recuperar o que foi pago antecipadamente. 
    • Gestão manual: Tentar gerenciar NCM/CEST e regras complexas em planilhas sujeitas a erro humano. 

    O diagnóstico é claro: Se você quer parar de adivinhar e descobrir onde sua margem está vazando, aja agora. Sua margem pode já ter mudado, mesmo que o seu preço ainda seja o mesmo. 

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